–Minha cabeça fica extremamente melancólica quando eu fico doente.
–Mas finge que eu tô deitada ao seu lado sendo melancolica também
–As vezes eu sinto que o meu "eu" não bate com o eu que sinto...
–Tô entendendo
–Tá mesmo?
–Acho que sim... São tipo coisas separadas, não sei explicar.
–Eu imagino, na minha mente, uma versão utópica de mim, mas não de uma forma positiva, com todas as características e defeitos que eu consigo sentir.
–Então como é utópica?
–Não sei, mas é
–É você no seu 100% de transparência?
–Ah, não acho. Não sou transparente; Não o consigo, já tentei.
–Mas não é uma versao utópica, uma versao que sente com o corpo e com a mente.
–É uma utopia inversa, não sei se existe.
–Pode vir a existir agora
–Mas, eu me idealizo de uma forma tão negativa que quando eu comparo a mim, me assusta; Fere, e eu começo a chorar. Porque não consigo me ver, nem nos espelhos, nem nos meus próprios rastros. Fico tão obcecada em me procurar que acabo esquecendo de mim.
–E só consegue ver a forma que você idealizou?
–Sim; Me cega. E quando eu percebo que eu esqueço do sentido do eu, me entristeço ainda mais. Muito mais do que quando estava triste porque procurava e não me achava. É um ciclo, não sei se acaba.
–Acho que acaba. Mas é relativo a forma que acaba para cada um. É um grande show de autoconhecimento; de saber quem você é.
–Espero que acabe, não sei quando começou. Quero me ver.
te amo meiz </3
ResponderExcluireu também te amo juju :))
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